Após publicação de uma mãe em uma rede social, vimos muitos questionamentos a respeito da Anquiloglossia. Pouco falada, a anomalia é bastante comum.

A Anquiloglossia foi muito bem explicada pelo Blog Sou Mamãe. Confira o texto abaixo e compartilhe com a gente a sua história.

A anquiloglossia se trata de uma anomalia congênita que afeta o movimento normal da língua. É um transtorno detectável desde a idade lactante, devido as suas implicações tanto para o bebê, como para a mãe. Mas dependendo da gravidade da anquiloglossia pode, chegado o momento, impactar também no correto desenvolvimento da linguagem.

O que é a anquiloglossia?

Com certeza você pode perceber que debaixo da sua língua há um tecido que funciona como uma espécie de “ligamento”. Ele conecta a sua língua com a cavidade inferior da sua boca. É conhecido como freio lingual e sua função é fazer com que a língua se mantenha no seu lugar. Ou seja, evitar situações como a de nos asfixiar com nossa própria língua ao engoli-la  involuntariamente ao dormir.

Manter a língua no seu lugar não apenas se refere a evitar perigos, o freio lingual funciona como um calibrador dos movimentos da língua, permitindo que ela se mova ou não se mova como se deve.

Por exemplo, no caso da lactância, o freio lingual permite uma correta posição da língua para que a criança possa mamar sem que a língua caia para o lado ou se enrole dentro. A alimentação, portanto, seria muito mais difícil na ausência desse pequeno tecido.

Anquiloglossia ou freio lingual curto nas crianças

O freio lingual é um tecido útil. O problema existe quando ele é muito curto, o que dificulta de várias maneiras o uso normal da língua.

Dependendo do grau de gravidade da anquiloglossia, ela pode dificultar a correta alimentação da criança na sua fase lactante. Mas também pode provocar uma evolução deficiente das habilidades da fala, mas mantendo as demais habilidades de comunicação intactas.

Como a anquiloglossia afeta a lactância?

Afeta todos os implicados na lactância, ou seja, tanto o bebê quanto a mãe.

Implicações para o bebê lactante

Dependendo do grau da anquiloglossia, os problemas mais comuns que derivam de um freio lingual curto são os relacionados a uma alimentação deficiente, assim como sintomas de anemia, baixo peso, mau humor, esgotamento do bebê, sessões longas de lactância, entre outros.

No entanto, nem todas as crianças apresentam esses problemas. Isso depende tanto do grau da anquiloglossia, quanto do nível de produção de leite por parte da mãe.

Implicações para a mãe lactante

Na mãe lactante, os problemas surgem devido ao aumento do esforço e tempo que o bebê precisa para conseguir se alimentar.

Nesse cenário, a lactância pode se tornar dolorosa, derivar em doenças como a mastite ou infecções como a candidíase, assim como a fadiga por passar longos períodos do dia alimentando o bebê.

Mesmo assim, pode impactar também a nível psicológico a mãe. Já que produz ansiedade e estresse na hora de amamentar, sentimentos de culpa pela diminuição da produção de leite (por um estímulo de sucção insuficiente). Em última instância, isso pode implicar um abandono prematuro pela mãe da lactância.

Como a anquiloglossia afeta a linguagem?

Ao crescer, a criança começa a se relacionar com o ambiente e, por fim, inicia o processo natural de aquisição da linguagem.

Anquiloglossia ou freio lingual curto nas crianças

As crianças com anquiloglossia possuem uma certa dificuldade para expressar alguns sons. Não nos referimos exatamente à articulação das palavras, o que é bastante comum devido a idade. Nós nos referimos à dificuldade de executar na fala o som de algumas letras.

Alguns exemplos são aquelas consoantes que requerem que toquemos com nossa língua em alguma parte dentro de nossa boca para dar forma correta ao som.

Esse problema poderá aparecer desde o início da aquisição da linguagem. Mas mesmo com o freio lingual curto, é comum que os músculos da língua e seus movimentos se acostumem à restrição do freio. Portanto, não será necessariamente um impedimento à execução inteligível da fala.

Uma porcentagem mais reduzida das crianças com anquiloglossia não apresentará uma grande melhoria das habilidades da fala. Ao se comunicar, suas palavras podem parecer incompreensíveis ou com uma execução de fala muito pobre.

Naqueles casos em que a anquiloglossia impede uma normal comunicação verbal, a principal opção para tratar essa condição é a cirurgia por laser.

É possível liberar a língua ao mesmo tempo em que a cicatriza durante o processo, evitando com isso a utilização de anestesia. Com esse procedimento, é possível a correção da anquiloglossia  em crianças com poucos dias de vida.

Muito importante lembrar: Teste da LinguinhaAnquiloglossia

O que é? 

O teste da linguinha é um exame padronizado que possibilita diagnosticar e indicar o tratamento precoce das limitações dos movimentos da língua causadas pela língua presa que podem comprometer as funções exercidas pela língua: sugar, engolir, mastigar e falar. O protocolo de avaliação do frênulo da língua em bebês (Teste da Linguinha). No Brasil, a  lei  nº 13.002 de 20 de Junho de 2014,  que torna obrigatória a aplicação do protocolo de avaliação do frênulo lingual em
todos os recém-nascidos é recente, por isso, não existe um cadastro oficial do Ministério da Saúde de todos os locais que realizam o exame.

Aos Pais e Responsáveis:

Peça o teste da linguinha: é eficaz, rápido e não dói.
Língua presa é uma alteração comum, mas muitas vezes ignorada.
Ela está presente desde o nascimento, e ocorre quando uma pequena porção de tecido, que deveria ter desaparecido durante o desenvolvimento do bebê na gravidez, permanece na parte de baixo da língua, limitando seus movimentos.

Como fazer o teste da linguinha?

O teste da linguinha deve ser realizado por um profissional da área da saúde qualificado, como por exemplo, o fonoaudiólogo. Ele deve elevar a língua do bebê para verificar se a língua está presa, e também observar o bebê chorando e sugando. O exame não tem contraindicações.
Recomenda-se que a avaliação do frênulo da língua seja inicialmente realizada na maternidade. A avaliação precoce é ideal para que os bebês sejam diagnosticados e tratados com sucesso.

O que fazer se a maternidade ou hospital não tiver realizado o
teste?

Avise o pediatra ou profissional da saúde logo na primeira consulta.
Ele deverá encaminhar o bebê para os locais que estejam preparados
para realizar o teste.

Quanto mais cedo, melhor!

É importante que seu bebê faça o exame o mais cedo possível, preferencialmente no primeiro mês de vida, para que se descubra, com a maior antecedência, se tem língua presa, evitando dificuldades na amamentação, possível perda de peso e, principalmente, o desmame precoce, com introdução desnecessária da mamadeira. Seguir essas recomendações faz toda diferença para a amamentação e consequentemente para a boa saúde do seu filho.

Chefiada pela doutor Joseph El-mann, graduado em Medicina pela Universidade Federal Fluminense (UFF), a clínica especializada em pediatria e neonatologia, Joseph El-mann, oferece diversos serviços ligados à pediatria e neonatologia. Entre em contato e agende sua consulta.

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